Sou estudante e confesso que por muito tempo achei que “salvar o planeta” era coisa de adulto com poder — político, empresário, cientista famoso. Foi quando comecei a pesquisar jovens que estão fazendo diferença que mudei completamente essa visão.
Não estou falando de Greta Thunberg — essa história todo mundo já conhece. Estou falando de jovens brasileiros e de iniciativas que estão acontecendo agora mesmo, aqui perto de nós.
Boyan Slat — o engenheiro que decidiu limpar o oceano aos 18 anos
Em 2013, Boyan Slat tinha 18 anos quando fundou a The Ocean Cleanup com uma ideia simples: usar as correntes naturais do oceano para concentrar e remover o plástico. Muitos especialistas disseram que não funcionaria. Ele foi em frente.
Hoje, mais de uma década depois, o projeto já removeu mais de 10 milhões de quilos de plástico do oceano e dos rios. O que me marcou nessa história não foi a tecnologia — foi a decisão de um adolescente de não aceitar “isso é muito difícil” como resposta.
Txai Suruí — a voz da Amazônia na COP26
Txai Suruí tinha 24 anos quando discursou na abertura da COP26, em Glasgow, representando os povos indígenas brasileiros. Filha de um líder indígena de Rondônia, ela cresceu vendo a destruição da floresta que é o lar da sua comunidade.
O que ela disse naquele dia foi direto: “A terra está nos dizendo que não temos mais tempo.” Não era discurso político — era o relato de quem vive as consequências do desmatamento todos os dias. Esse tipo de testemunho tem um peso que nenhum relatório científico consegue substituir.
Jovens brasileiros que eu descobri pesquisando
Além dos nomes internacionais, encontrei iniciativas brasileiras que me surpreenderam:
- Engajamundo — rede de jovens brasileiros que participa de negociações climáticas internacionais e forma lideranças ambientais no Brasil inteiro.
- Periferias em Movimento — jovens das periferias de São Paulo criando hortas comunitárias e projetos de coleta seletiva nas próprias comunidades.
- Instituto Comradio do Brasil — formando comunicadores indígenas jovens para contar suas próprias histórias sobre o meio ambiente.
Essas iniciativas não aparecem no noticiário principal. Mas estão acontecendo, com recursos limitados e impacto real.
O que aprendi com essas histórias
A maioria dessas pessoas não esperou ter “autoridade” para agir. Elas começaram com o que tinham — uma ideia, uma comunidade, uma câmera de celular — e foram construindo ao longo do tempo.
Como estudante, isso me diz algo importante: o momento de começar é agora, não depois que eu me formar, não depois que eu tiver mais recursos. Pequenas ações dentro da universidade, do bairro, da família — tudo conta e tudo se acumula.
Não precisamos salvar o planeta sozinhos. Precisamos fazer nossa parte — e confiar que muita gente está fazendo a dela ao mesmo tempo.
— Vitória, agora88
